Violência doméstica: você não está sozinha
Se você está passando por isso, existe ajuda, e nada do que aconteceu é culpa sua. Aqui você encontra telefones, orientações e uma forma segura de falar com a advogada, no seu tempo.
Precisa de ajuda agora?
Ligue. As ligações abaixo para 190, 180 e 192 são gratuitas.
Para crianças, adolescentes e idosos, o Disque 100 (Direitos Humanos) também recebe denúncias.
Reconhecer a violência
Violência doméstica não é só agressão física. Ela pode aparecer de várias formas, e muitas vezes começa de modo sutil:
- Física: empurrões, tapas, socos, puxões, qualquer agressão ao corpo.
- Psicológica: humilhações, ameaças, ciúme e controle excessivos, isolamento de amigos e família.
- Moral: xingamentos, calúnias e exposição da sua imagem.
- Patrimonial: controle do seu dinheiro, destruição de objetos ou retenção de documentos.
- Sexual: qualquer ato sexual sem o seu consentimento, mesmo dentro do relacionamento.
Se algo faz você sentir medo ou se encolher, isso já é motivo para buscar ajuda.
O que fazer, passo a passo
- Priorize a sua segurança. Em risco imediato, ligue 190 ou vá para a casa de alguém de confiança.
- Cuide da sua saúde. Se estiver machucada, ou em qualquer situação de violência sexual, procure um hospital ou UPA o quanto antes. Há cuidados que funcionam melhor nas primeiras horas.
- Registre a ocorrência na delegacia e peça a medida protetiva de urgência. Se preferir, vá acompanhada de alguém.
- Guarde provas: mensagens, áudios, fotos, laudos e nomes de testemunhas. Salve cópias em local seguro, como o e-mail ou com alguém de confiança.
- Prepare uma bolsa de emergência: documentos, chaves, dinheiro, remédios e roupas. Deixe com uma pessoa de confiança.
- Converse com uma advogada para entender medidas protetivas, divórcio, guarda dos filhos e pensão.
Como falar com a advogada com segurança
Sabemos que o celular e o computador podem ser vigiados. Alguns cuidados ajudam:
- O botão abaixo abre o WhatsApp com uma mensagem discreta, sem citar o assunto.
- Depois de enviar, apague a conversa, ou use as mensagens temporárias e a opção de arquivar.
- Se o seu celular é vigiado, use o aparelho de uma pessoa de confiança ou combine de ir ao escritório.
- Entre em contato quando a pessoa agressora não estiver por perto.
- Este site pode ficar no histórico do navegador. Use uma janela anônima e, se precisar sair com urgência, clique em "Sair rápido" no canto da tela.
A conversa com a advogada é sigilosa e acolhedora. Você decide o ritmo.
Falar com a advogada, de forma discreta
Como a advogada pode ajudar
- Orientação sobre medidas protetivas e acompanhamento do pedido
- Divórcio ou dissolução de união estável
- Guarda, convivência e pensão alimentícia dos filhos
- Partilha de bens e orientação sobre os próximos passos